Revelações
- Uma conferência de
imprensa
Foi num salão de um hotel parisiense que os Tokio
Hotel receberam a imprensa. E sim, como estrelas de Hollywood, a
banda alemã já
organiza conferências para atender aos jornalistas cada vez
mais curiosos (e numerosos!). São, naturalmente, estrelas
nr.1.
Então, Bill e Tom, como é que se passou o
vosso décimo oitavo aniversário?
Tom Kaulitz: Nós fizemos um monte de coisas
proibidas...
Bill Kaulitz: Sim, nós tomámos banho
juntos. Não, estou a brincar (ri). Nós demos uma
grande festa para os nossos amigos mais próximos. A ideia
era fazer uma noite no casino, uma vez que tens que esperar pelos
18 anos para poderes jogar. Fomos todos de smoking e
jogámos. Pela meia-noite, fomos todos para um Ice Bar e
bebemos muito! Sumo de maçã, evidentemente...
Que recordação é que vocês
guardam do concerto que deram na torre
Eiffel?
Tom: Foi incrível, porque a torre
Eiffel é um símbolo muito fixe. A
propósito, já há muito tempo que queremos
comer no restaurante da torre (ri). Vamos voltar a lançar a
mensagem: se os proprietários nos quiserem convidar,
nós iremos! Voltando ao concerto, foi um dia
inesquecível. O tempo estava magnífico, a loucura era
imensa, nós tivemos grande prazer ao actuar para o
público francês.
E o vosso primeiro concerto em Inglaterra?
Bill: Muitas pessoas nos disseram que seria
difícil entrar no mercado musical de Inglaterra. O concerto
correu muito bem, foi a primeira vez que apresentámos as
nossas músicas em inglês, em concerto. Os fãs
tinham um ar super feliz e eu nem notei o meu sotaque, o que foi
espantoso. Lembro-me que durante o concerto, estava muito
calor.
Tom: É difícil para o Bill memorizar
três versões. Umas vezes comunicamos em alemão,
outras em inglês e outras em francês.
Sentem-se, por vezes, sobrecarregados pelo entusiasmo que
provocam?
Bill: Eu levo muito em conta quando leio os títulos
dos jornais. Por vezes, custa-me porque é de nós que
estão a falar. Quando eu penso que, há dois anos
atrás, nós actuávamos em pequenos clubes,
sabemos que está tudo a acontecer muito rápido.
Perguntamo-nos até onde iremos, e como será daqui
para a frente. É, de facto, caótico que nem sempre
saibamos para onde vamos tocar, poucos dias antes do
concerto.
Quando uma centena de fãs vos espera fora do hotel,
o que fazem?
Tom: Por exemplo, hoje, o meu quarto está
assinalado, e eles viram-me. Evidentemente, nós ficamos
contentes de ter todos estes fãs. É preciso dizer que
é culpa dos jornalistas se nós não conseguimos
assinar todos os autógrafos que nos pedem, porque passamos a
maior parte dos nossos dias, em Paris, a dar entrevistas. Se
vocês querem sobreviver, não digam aos fãs onde
estão (ri). É importante recompensar os fãs
porque nós, em geral, não temos muito tempo para
estar com eles.
Que lembrança guardam vocês do primeiro dia
que passaram nos EUA?
Georg: Não foi uma viagem de
promoção, mas uma viagem privada, para descobrirmos
Nova Iorque.
Bill: Foi genial, porque foi a primeira vez, em
dois anos, que visitámos um lugar onde as pessoas não
nos reconheciam. Conseguimos passear e relaxar. Claro que
esperávamos regressar mais tarde, para darmos
concertos.
Vocês têm alguns rituais antes de entrarem em
palco?
Sim, uma hora antes do concerto, nós isolamo-nos numa sala.
Ninguém tem o direitode entrar, somos só nós
os quatro. Nós tentamos controlar o nervosismo, para que
possamos guardar todas as energias necessárias para o
concerto. Podemos pensar que, com o hábito, o nervosismo
é o mais importante, mas não é esse o
caso.
Durante esta tournée, tiveram oportunidade de
explorar a vossa vida amorosa?
Tom: Espera um pouco, eu tenho aqui a conta
(ri)...
Bill: Para ser franco, durante os últimos
dois anos eu não tive nenhuma namorada. Nem histórias
de uma noite ou qualquer tipo de
relacionamento, nada. Para mim esses assuntos são
sérios e, quando eu decidir dedicar o pouco tempo livre que
tenho a uma pessoa, ela terá de ser muito importante. Quando
me apaixonar, tenho que ser cuidadoso.
Tom: O problema, para mim, é que eu me
apaixono rápido demais e isso também acaba cedo
demais.
De momento, que álbuns é que vocês
ouvem?
Georg: Neste momento, eu gosto bastante de uma
música que se chama "Bubblie". Eu penso que ainda
não saiu em França.
Bill: Nós detestamos todos os artistas
efémeros que não duram um ano, daí que ouvimos
sempre os clássicos: Oasis, Beatles, Rage Against the
Machine...
Como é que vocês se sentem em
relação a todos os rumores que existem sobre
vocês, como aquele que diz que o Bill é
gay?
Bill: Existem, assim, imensas coisas que dizem
sobre nós. É inútil negar, porque não
iríamos acabar com o rumor. Recentemente, li numa revista
que eu tinha tentado suicidar-me! Eu li que estive à beira
da morte, quando estava tranquilamente em casa. É muito
controverso.
Antes desta conferência de imprensa, circularam
rumores quanto à composição do terceiro
álbum; falamos de uma estreia para 2008...
Bill e Tom: Não são
apenas boatos... Nós terminámos a tournée de
estreia em Novembro e depois fizemos algo que não
dispensamos e adoramos: tirámos férias! Cada um
partiu para um local e descansou verdadeiramente durante essas
semanas. Nós fazêmo-lo todos os
anos e, por agora, não temos ocasião de o
fazer.
E a nova tournée europeia em Fevereiro-Março?
Nós ouvimos que a banda estará de regresso com 4 ou 5
datas francesas...
Bill: Geralmente, eu nem sei o que vamos fazer no
dia a seguir, quanto mais nos próximos meses..
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Data de criação : 07/12/29 / Última actualização : 08/08/21 13:25 / 232 Artigos publicados
TH @ revista ROCK nr.32 Inserido Thursday 17 July 2008 13:35






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