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TH @ revista ROCK nr.32  Inserido Thursday 17 July 2008 13:35

Revelações - Uma conferência de imprensa

Foi num salão de um hotel parisiense que os Tokio Hotel receberam a imprensa. E sim, como estrelas de Hollywood, a banda alemã já
organiza conferências para atender aos jornalistas cada vez mais curiosos (e numerosos!). São, naturalmente, estrelas nr.1.



Então, Bill e Tom, como é que se passou o vosso décimo oitavo aniversário?

Tom Kaulitz: Nós fizemos um monte de coisas proibidas...
Bill Kaulitz: Sim, nós tomámos banho juntos. Não, estou a brincar (ri). Nós demos uma grande festa para os nossos amigos mais próximos. A ideia era fazer uma noite no casino, uma vez que tens que esperar pelos 18 anos para poderes jogar. Fomos todos de smoking e jogámos. Pela meia-noite, fomos todos para um Ice Bar e bebemos muito! Sumo de maçã, evidentemente...

Que recordação é que vocês guardam do concerto que deram na torre Eiffel?

Tom: Foi incrível, porque a torre Eiffel é um símbolo muito fixe. A propósito, já há muito tempo que queremos comer no restaurante da torre (ri). Vamos voltar a lançar a mensagem: se os proprietários nos quiserem convidar, nós iremos! Voltando ao concerto, foi um dia inesquecível. O tempo estava magnífico, a loucura era imensa, nós tivemos grande prazer ao actuar para o público francês.

E o vosso primeiro concerto em Inglaterra?

Bill: Muitas pessoas nos disseram que seria difícil entrar no mercado musical de Inglaterra. O concerto correu muito bem, foi a primeira vez que apresentámos as nossas músicas em inglês, em concerto. Os fãs tinham um ar super feliz e eu nem notei o meu sotaque, o que foi espantoso. Lembro-me que durante o concerto, estava muito calor.
Tom: É difícil para o Bill memorizar três versões. Umas vezes comunicamos em alemão, outras em inglês e outras em francês.

Sentem-se, por vezes, sobrecarregados pelo entusiasmo que provocam?

Bill
: Eu levo muito em conta quando leio os títulos dos jornais. Por vezes, custa-me porque é de nós que estão a falar. Quando eu penso que, há dois anos atrás, nós actuávamos em pequenos clubes, sabemos que está tudo a acontecer muito rápido. Perguntamo-nos até onde iremos, e como será daqui para a frente. É, de facto, caótico que nem sempre saibamos para onde vamos tocar, poucos dias antes do concerto.

Quando uma centena de fãs vos espera fora do hotel, o que fazem?

Tom
: Por exemplo, hoje, o meu quarto está assinalado, e eles viram-me. Evidentemente, nós ficamos contentes de ter todos estes fãs. É preciso dizer que é culpa dos jornalistas se nós não conseguimos assinar todos os autógrafos que nos pedem, porque passamos a maior parte dos nossos dias, em Paris, a dar entrevistas. Se vocês querem sobreviver, não digam aos fãs onde estão (ri). É importante recompensar os fãs porque nós, em geral, não temos muito tempo para estar com eles.

Que lembrança guardam vocês do primeiro dia que passaram nos EUA?

Georg
: Não foi uma viagem de promoção, mas uma viagem privada, para descobrirmos Nova Iorque.
Bill: Foi genial, porque foi a primeira vez, em dois anos, que visitámos um lugar onde as pessoas não nos reconheciam. Conseguimos passear e relaxar. Claro que esperávamos regressar mais tarde, para darmos concertos.

Vocês têm alguns rituais antes de entrarem em palco?
Sim, uma hora antes do concerto, nós isolamo-nos numa sala. Ninguém tem o direitode entrar, somos só nós os quatro. Nós tentamos controlar o nervosismo, para que possamos guardar todas as energias necessárias para o concerto. Podemos pensar que, com o hábito, o nervosismo é o mais importante, mas não é esse o caso.
Durante esta tournée, tiveram oportunidade de explorar a vossa vida amorosa?
Tom: Espera um pouco, eu tenho aqui a conta (ri)...
Bill: Para ser franco, durante os últimos dois anos eu não tive nenhuma namorada. Nem histórias de uma noite ou qualquer tipo de
relacionamento, nada. Para mim esses assuntos são sérios e, quando eu decidir dedicar o pouco tempo livre que tenho a uma pessoa, ela terá de ser muito importante. Quando me apaixonar, tenho que ser cuidadoso.
Tom: O problema, para mim, é que eu me apaixono rápido demais e isso também acaba cedo demais.

De momento, que álbuns é que vocês ouvem?

Georg
: Neste momento, eu gosto bastante de uma música que se chama "Bubblie". Eu penso que ainda não saiu em França.
Bill: Nós detestamos todos os artistas efémeros que não duram um ano, daí que ouvimos sempre os clássicos: Oasis, Beatles, Rage Against the Machine...

Como é que vocês se sentem em relação a todos os rumores que existem sobre vocês, como aquele que diz que o Bill é gay?

Bill: Existem, assim, imensas coisas que dizem sobre nós. É inútil negar, porque não iríamos acabar com o rumor. Recentemente, li numa revista que eu tinha tentado suicidar-me! Eu li que estive à beira da morte, quando estava tranquilamente em casa. É muito controverso.

Antes desta conferência de imprensa, circularam rumores quanto à composição do terceiro álbum; falamos de uma estreia para 2008...

Bill e Tom: Não são apenas boatos... Nós terminámos a tournée de estreia em Novembro e depois fizemos algo que não dispensamos e adoramos: tirámos férias! Cada um partiu para um local e descansou verdadeiramente durante essas semanas. Nós fazêmo-lo todos os
anos e, por agora, não temos ocasião de o fazer.

E a nova tournée europeia em Fevereiro-Março? Nós ouvimos que a banda estará de regresso com 4 ou 5 datas francesas...
Bill: Geralmente, eu nem sei o que vamos fazer no dia a seguir, quanto mais nos próximos meses..

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