Os precoces
gémeos Kaulitz são como a noite e o
dia. Bill, o cantor e compositor, esbanja
glamour com um penteado manga, um look mais
ambíguo que o de David Bowie nos seus melhores tempos.
Tom, o guitarrista, vai mais pelo hip
hop, rastas incluídas, colocando o contraponto
no fenómeno fã europeu mais importante dos
últimos anos.
Têm 18 anitos e são o principal atractivo dos
Tokio Hotel,
uma banda criada por e para adolescentes que sempre quiseram
“tocar em directo”, nascida na Alemanha, e que
revolucionou o panorama internacional. Os outros dois membros,
Gustav Schäfer e Georg
Listing, juntaram-se à dupla em 1995 em
Magdeburgo. Chamavam-se Devilish.
Para entender o que esta banda significa em Espanha, só
temos de voltar ao passado dia 18 de Março. O seu
esperadíssimo concerto em Madrid foi adiado
por problemas na garganta de Bill, um contratempo que deixou
milhares de fãs, sobretudo raparigas, chorando às
portas do recinto. Poucos dias depois, cancelaram a sua
tournée europeia e o líder do grupo foi operado.
Agora, a tournée 1000 Hotels volta em
força e aqui recebem-nos de braços
abertos.

Directo para o
público anglo-saxónico
O seu peculiar estilo, separado – em teoria – das
massas, tem um toque gótico, que combina o pop-rock
e o pop-punk. Só em Espanha têm milhares de
fãs e um clube desde há vários anos. E sobre a
banda já se disse de tudo, entre outras coisas, que cometiam
incesto, que se tinham separado e que o cantor tinha morrido. O que
acaba por se tornar num prodígio para eles.
Os seus discos, dois em alemão e um, o último, em
inglês, Scream, foram suficientes
para consagrá-los. Na sexta-feira tocam no Palau
Sant Jordi de Barcelona, naquela que será a
primeira visita da banda, este ao, ao nosso país. A segunda
será no sábado, no Rock in Rio –
Madrid. Os números garantem-no: só pelo
Natal vendeu-se 40,000 cópias.
Contudo, antes, já tinham sido duplo Disco de Platina na
Alemanha (400,000 cópias), Platina na Áustria, Ouro
na Suíça, etc. O primeiro single que
publicaram, Durch den Monsun, foi
número 1 na Alemanha, durante sete semanas. Hoje, os Tokio
Hotel vão de encontro a um público
anglo-saxónico, aproveitando o marketing e o seu grande
potencial em palco.
Prémios a
receber
Até já conseguiram que os seus fãs se
interessassem pela língua alemã, segundo o Der
Spiegel. Mas o grupo, embora pareça mentira, esteve
treze anos em ruptura, uma vez que não assinaram contrato
com qualquer multinacional até 2003. Neste tempo cresceram e
mudaram, como a voz do Bill, não tão cuidada como no
início.
A postura do grupo também sofreu uma progressiva
transformação, e talvez agora, a sua puberdade lhes
mostre mais que aquilo que mostrava anteriormente. Dizem-se
“perfeccionistas” e consideram uma
“diversão” gravar e actuar apesar do
“duro trabalho”, porque ainda não
crêem muito na sua bem sucedida carreira. E já
ganharam prémios (MTV, Echo, World Music, etc.).
E para além disso, têm sempre presentes dos seus
fãs. Os Beatles queixavam-se de, no seu
tempo, as raparigas que assistiam aos seus concertos gritarem tanto
que não se ouvia eles cantar. A julgar por alguns directos,
os Tokio Hotel sofrem da mesma coisa.
Página Inicial
Data de criação : 07/12/29 / Última actualização : 08/08/21 13:25 / 232 Artigos publicados






Comentários