Em Zenith de Dijon, a duas horas e meia antes do concerto
de 11 de Março, que a ROCKMAG teve um encontro para recolher
as primeiras impressões dos Tokio Hotel sobre o seu regresso
à França. Uma vez passado o serviço de
entrada, dirigimo-nos até o tour bus e à fila de
camiões, que estava ao longo de um enorme edifício.
No fim do caminho, em todas as rampas, estava uma fila de
fãs a apanhar com a chuva... A manager deu-nos as bem-vindas
e ofereceu-nos um café numa pequena sala de jantar mobilada
com uma mesa e um sofa grande. Através da porta, vemos o
Bill e o Tom no restaurante.
No prazo combinado, Bill, Tom, Georg e Gustav chegam e sentam-se
à frente do nosso gravador.
ROCKMAG: Como foi a vossa mini tour Canadiana e
Americana, em fevereiro?
Bill: Foi muito boa! Ficámos muito satisfeitos porque
não esperávamos que os nossos concertos fossem
esgotar tão rápido. Não imaginávamos
tal sucesso na nossa primeira viagem à América do
Norte (uma nova tour está prevista para Abril e Maio).
ROCKMAG: Que diferenças notaram entre o público
americano e o público francês ou alemão?
Bill: As nossas fãs americanas e canadianas falam
inglês muito melhor do que nós, foi isso o que
realmente notámos.
Tom: Nos EUA e Canadá tocámos em pequenos
espaços do que na Europa. Contudo, sentimos a mesma energia.
Os fãs até sabiam cantar as letras em alemão.
Foi genial.
ROCKMAG: O álbum "Scream", destinado para o
mercado americano, será igual que a versão inglesa
que conhecemos?
Bill: Não, haverá diferenças, incluirá
as mesmas músicas da nossa versão anterior do
"Scream" e haverá novas músicas. Porque nós
acrescentámos outras canções que
gravámos em inglês, como 1000 Meere por exemplo.
ROCKMAG: Como é a vida na estrada?
Tom: No geral temos 2 ou 3 concertos seguidos, depois um dia de
folga, no qual só dormimos e comemos. Normalmente quando
estamos em tour temos mais tempo livre, mas com as
promoções da banda, ficámos sem tempo para
nós. Nosso último dia de folga foi em Luxemburgo (8
de Março). Por isso, comi e dormi muito (ri), mas para
além disso, não fazemos nada de especial nesses
dias!
ROCKMAG: Podem sair?
Tom: Não. Preferimos ficar na sala do nosso quarto de hotel
a relaxar. Se sairmos, não poderiamos andar na rua
como nós estas a ver agora (são as 17h00 horas e o
grupo está já pronto para subir ao palco). Isso
obriga-nos a vestir chápeus ou gorros para tentar passar
desapercebidos. E mesmo assim, há sempre fãs que nos
reconhecem e querem tirar uma foto ou pedem-nos
autógrafos.
ROCKMAG: Ficam nervosos antes de cada concerto?
Bill: Claro! E apesar de termos alguma experiência em palco,
pois já demos muitos concertos e tours, os nervos
continuam. Antes de cada concerto, mesmo sem olhar para o tamanho
do palco ou do país onde tocámos. Penso que
não ião desparecer com o passar dos anos. Estamos
sempre excitados antes do concerto.
ROCKMAG: O que fazem antes de entrar em palco?
Gustav: Eu oiço música.
Bill: Eu leio uma e outra vez as letras, revejo o percurso do
concerto. Isso ajuda a concentrar-me. Eu sou extremamente
nervoso, mas a pressão desaparece assim que entro em palco,
assim que vejo o público e começo a cantar a primeira
canção: Imediatamente relaxo porque tudo corre bem e
os nervos desaparecem rapidamente.
Tom: Eu não tenho nenhuma "receita" contra a fase dos
nervos. Antes dos concertos, eu estou muito excitado.
Georg: Eu também não faço nada de especial.
Só estou excitado.
Tom: Na verdade, antes de cada concerto, o Georg faz o seu
"número 2" na casa de banho dos bastidores. Mas não
é eficaz contra os seus nervos. Depois disso ele ainda
está excitado até subir ao palco!
Georg: Exactamente...
ROCKMAG: Qual é a vossa melhor memória
enquanto andaram em tournée pela França?
Tom: A melhor, são as reacções das fãs.
Como em Bercy antes de ontem, quando de repente toda a sala
levantou folhas imprimidas com a palavra "DANKE". Todas estas
mãos com folhas no ar, foi impressionante de ver do
palco!
Bill: Sim, isso foi muito fixe quando 17000 mil pessoas participam
na mesma acção ao mesmo tempo. São momentos
como estes que recordamos. Em todas as cidades onde tocamos, a
audiência prepara alguma surpresa deste tipo, mas sempre
diferentes.
ROCKMAG: E a pior memória da tour?
Bill: Uma vez em palco, esqueci-me da letra pela segunda vez.
Durante um segundo, senti uma vaga sensação de
incerteza...Mas como a multidão começou imediatamente
a cantar comigo, não teve qualquer impacto, e em
último caso eu penso que ninguém percebeu!
Tom: Em Roterdão (4 de Março), O Georg partiu uma
corda do baixo e ninguém reparou: nem o público nem
ninguém da nossa equipa!
Georg: Porque, como bom profissional que sou, eu adaptei
imediatamente a minha forma de tocar, de maneira a dar a volta ao
problema!
Tom: De qualquer forma, como ninguém reparou em nada,
chegámos à conclusão que poderiamos muito bem
passar sem o baixista! Mas, vamos mantê-lo, pelo menos por
enquanto! (risos)
ROCKMAG: Gustav não fez "La Ola" no fim do
concerto em Bercy no dia 9 de Março. E imediatamente,
surgiram rumores na Internet de que ele deixaria a banda no fim da
tour e não iria participar no próximo album, facto
que explicaria o seu mau humor em palco...
Gustav: Para mim cada concerto é diferente. Por vezes penso
em fazer "La Ola" e outras vezes não. Mas eu nunca estou mal
disposto! Pelo contrário, basicamente eu estou sempre bem
disposto!
Georg: Isso é verdade...
Bill: Nós estamos habituados a esse tipo de rumores! Assim
que um de nós dá um passo sem os outros três,
é imediatamente notícia que esse saiu da banda e que
é o fim dos Tokio Hotel. Estes rumores não têm
qualquer fundamento e nós não pensamos em
separar-nos. Estamos juntos há tanto tempo que nada consegue
separar tão cedo.
ROCKMAG: Estão a preparar alguma coisa especial
para o concerto no Parc des Princes?
Todos juntos: Sim!
Tom: Mas não podemos dar-vos detalhes. Primeiro porque
queremos que seja surpresa e depois porque ainda não
está completamente definido.
Bill: Para descobrirem, têm de vir, é isso!
ROCKMAG: Vocês mudaram a data...
Tom: Através de mails e mensagens dos nossos fãs na
Internet ficámos a saber que a data de 20 de Junho
não era conveniente para aqueles que tinham exames nesse
dia. As reacções, críticas, opiniões
dos nossos fãs são muito importantes para nós.
Portanto, nós adiámos o concerto para o dia seguinte.
Por razões técnicas, não foi muito
fácil, mas finalmente conseguimos fazê-lo.
ROCKMAG: Quais são os vossos planos para depois da
1000 Hotels Tour?
Tom:O concerto do Parc des Princes será provavelmente o
último deste ano em França, porque depois estaremos
muito ocupados. Primeiro, vamos regressar aos Estados Unidos para
concertos e entrevistas. Depois, queremos fazer uma "pausa
criativa" para finalizar novas músicas nas quais já
andamos a trabalhar. E mais importante que tudo, queremos entrar o
mais depressa possível em estúdio para gravar o nosso
terceiro album, mas ainda não temos nenhuma data em
concreto.
ROCKMAG: Para o novo album, vão continuar a
trabalhar com os vossos quatro produtores?
Tom: O nosso trabalho em conjunto é muito bom, portanto
não vemos qualquer razão para mudar para o
próximo album.
Bill: Nós somos como uma grande família. Combinamos
muito bem e queremos continuar a trabalhar juntos.
Tom: Para a banda tudo vai continuar como antes. Quanto ao novo
album, ainda nada foi definido. Poderão haver
diferenças a nível musical por exemplo...Mas ainda
não sabemos, portanto ainda é muito cedo para falar
sobre isso.
Gustav: A única coisa que podemos dizer é que este
será um album muito bom!
Georg: Este será um album muito especial, o melhor de
sempre!
ROCKMAG: Entretanto, irão lançar um novo
single?
Bill: Heilig (agita-se em torno da mesa)
Bill: Ouch, eu não devia ter dito isto! Ainda é muito
prematuro...
ROCKMAG: Um novo videoclip?
Tom: Impossível, não temos tempo.
Tradução: THZone







Comentários